Grêmio de Roger é a cara do pai
Carla Seabra (*)
Grêmio classificado para as oitavas de final da Libertadores da América, uma rodada antes do final da fase de grupos. Venceu, com toda a justiça, a LDU, em Quito, no Equador, por 3x2. E a equipe teve a cara de Roger Machado, o pai deste Grêmio que vem, a cada jogo, mostrando a qualidade que o levou a ser o terceiro melhor time do Brasil, no ano passado. Essa foi uma vitória efetivamente de equipe.
Justiça seja feita a toda a comissão técnica. O tricolor viajou uma semana antes, para a capital equatoriana, com o objetivo de adaptar os jogadores à altitude de 2.800m, da melhor forma possível. O ritmo muda, a respiração muda, a carga de força muda e a velocidade também. E a equipe da casa tem a vantagem de estar 100% adaptada a esse detalhe importantíssimo, por viver nele. Direção acertou, comissão idem.
Além do condicionamento, foi fundamental a face estudiosa de Roger Machado. Futebol não é juntar os melhores jogadores e entregar as camisetas. O futebol moderno tem que ter estratégia, esquema, orientação. E tudo o que foi meticulosamente treinado, durante a semana que antecedeu a partida, foi aplicado em campo. Uma prova disso foi o que disse o gigante Wallace, depois do jogo. “Roger disse que o goleiro deles tem dificuldade do lado direito, por isso chutei ali”. E ainda reforçou que o técnico conhece bem o futebol e tem passado esse conhecimento aos comandados. Não foi um chute aleatório, na direção do gol. Foi estudado. E foi golaço. Importante, pois, quem ensina e quem aprende. É preciso haver disposição para ambos: ensinar e aprender.
Durante cerca de 60 minutos, o Grêmio foi superior, mesmo que a LDU tenha tido mais posse de bola. Mas o Grêmio teve qualidade, determinação, organização e muita disciplina, o que o fez melhor do que um adversário desorganizado, visivelmente afobado em resolver o jogo favoravelmente e afastar a má fase. Não deu. Mesmo com alguns sustos. Os dois gols que o tricolor sofreu aconteceram mais por acidente, do que por jogadas elaboradas pelos equatorianos. Há que se destacar Marcelo Grohe, Geromel e o próprio Wallace.
O Grêmio mostra que, seguindo este caminho, só tende a crescer, na competição. E comprova que o conhecimento que um treinador tem, tanto da sua própria equipe, quanto do seu adversário, e do seu trabalho, é fundamental para traçar objetivos. Nem sempre é possível atingi-los na plenitude, mas o caminho para chegar a eles pode ser coroado de êxitos. Roger é estudioso, é inteligente, e é humilde, o que o torna ainda mais especial. É o Grêmio vitorioso, com a cara do pai, a cara de Roger Machado.
(*) Carla Seabra – Jornalista, editora na TV Record/RS
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Artigo
Dupla Rio-Nal: enormes prejuízos
Gilson Piber (*)
O fato de não terem seus estádios liberados para sediar os jogos da Divisão de Acesso 2016, desde o começo, transformou-se em dois enormes prejuízos para Inter-SM e Riograndense: um, logicamente, financeiro; e outro, técnico. As campanhas das duas equipes são, até agora, bem aquém do imaginado pelas próprias diretorias e os torcedores. A dúvida que persiste é se haverá tempo para Inter-SM e Riograndense escaparem do rebaixamento e, com uma boa dose de otimismo e até sorte, sonharem com a classificação para a próxima fase.
De certa forma, mais uma vez, o planejamento feito pelas duas direções deixou a desejar, tanto no futebol como na parte estrutural. O momento não é de apontar culpados, afinal, fazer futebol no interior gaúcho é algo para heróis, na essência da palavra. Entretanto, a questão dos estádios poderia ter sido tratada antes, colocando o Presidente Vargas e os Eucaliptos em condições para receber as partidas em Santa Maria. Isso não ocorreu devidamente.
O Riograndense montou um bom grupo de jogadores, sob o comando do técnico Rodrigo Bandeira. Com a transferência no início da Divisão de Acesso, por parte da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), em virtude dos estádios da maioria dos clubes não estarem liberados, o trabalho realizado foi todo por terra. O técnico saiu, a exemplo de vários jogadores. Na retomada das atividades, Lucas Fossatti passou a dirigir a equipe periquita e precisou remontar o elenco. Em oito jogos, houve uma vitória (1 a 0 sobre o Santa Cruz, como visitante) e sete derrotas.
Pelo lado do Inter-SM, o técnico Neneca também saiu após o começo do trabalho, assim como muitos atletas. O auxiliar Feliciano Corrêa assumiu como treinador e implantou a sua filosofia de trabalho. Conduziu o time alvirrubro em oito jogos, com uma vitória (2 a 0 no Rio-Nal), dois empates e seis derrotas, sem jogar sequer uma única partida no Estádio Presidente Vargas. Foram sete jogos como visitante e um no Estádio dos Eucaliptos. Após a derrota por 3 a 0 diante do Avenida, o comando técnico sofreu mais uma alteração. O então auxiliar Thiago Costa virou o titular da função, o terceiro na curta temporada, e já conduziu o time contra o Guarani-VA, também, nos Eucaliptos e com portões fechados. Derrota por 3 a 1.
Assisti à rodada dupla do último domingo, dia 10 de abril, no Estádios dos Eucaliptos, e vi uma dupla Rio-Nal interessada e esforçada contra os adversários. Porém, ainda inferior técnica e taticamente, sem falar no desgaste físico causado por uma preparação inadequada para encarar os jogos e as viagens seguidas. Se não bastasse tudo isso, a posição de Inter-SM e Riograndense na classificação gera uma pressão extra sobre as comissões técnicas e os jogadores. É algo que desestabiliza qualquer elenco, já que o tempo passa e os resultados positivos não são obtidos.
Diante dos fatos, é fundamental que os equívocos deste começo de temporada 2016 possam servir de lição para o êxito da dupla Rio-Nal no futuro. A torcida santa-mariense vai agradecer.
(*) Jornalista da UFSM, comentarista esportivo da Rádio Guarathan e professor do curso de Jornalismo da Unifra.
Gilson Piber (*)
O fato de não terem seus estádios liberados para sediar os jogos da Divisão de Acesso 2016, desde o começo, transformou-se em dois enormes prejuízos para Inter-SM e Riograndense: um, logicamente, financeiro; e outro, técnico. As campanhas das duas equipes são, até agora, bem aquém do imaginado pelas próprias diretorias e os torcedores. A dúvida que persiste é se haverá tempo para Inter-SM e Riograndense escaparem do rebaixamento e, com uma boa dose de otimismo e até sorte, sonharem com a classificação para a próxima fase.
De certa forma, mais uma vez, o planejamento feito pelas duas direções deixou a desejar, tanto no futebol como na parte estrutural. O momento não é de apontar culpados, afinal, fazer futebol no interior gaúcho é algo para heróis, na essência da palavra. Entretanto, a questão dos estádios poderia ter sido tratada antes, colocando o Presidente Vargas e os Eucaliptos em condições para receber as partidas em Santa Maria. Isso não ocorreu devidamente.
O Riograndense montou um bom grupo de jogadores, sob o comando do técnico Rodrigo Bandeira. Com a transferência no início da Divisão de Acesso, por parte da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), em virtude dos estádios da maioria dos clubes não estarem liberados, o trabalho realizado foi todo por terra. O técnico saiu, a exemplo de vários jogadores. Na retomada das atividades, Lucas Fossatti passou a dirigir a equipe periquita e precisou remontar o elenco. Em oito jogos, houve uma vitória (1 a 0 sobre o Santa Cruz, como visitante) e sete derrotas.
Pelo lado do Inter-SM, o técnico Neneca também saiu após o começo do trabalho, assim como muitos atletas. O auxiliar Feliciano Corrêa assumiu como treinador e implantou a sua filosofia de trabalho. Conduziu o time alvirrubro em oito jogos, com uma vitória (2 a 0 no Rio-Nal), dois empates e seis derrotas, sem jogar sequer uma única partida no Estádio Presidente Vargas. Foram sete jogos como visitante e um no Estádio dos Eucaliptos. Após a derrota por 3 a 0 diante do Avenida, o comando técnico sofreu mais uma alteração. O então auxiliar Thiago Costa virou o titular da função, o terceiro na curta temporada, e já conduziu o time contra o Guarani-VA, também, nos Eucaliptos e com portões fechados. Derrota por 3 a 1.
Assisti à rodada dupla do último domingo, dia 10 de abril, no Estádios dos Eucaliptos, e vi uma dupla Rio-Nal interessada e esforçada contra os adversários. Porém, ainda inferior técnica e taticamente, sem falar no desgaste físico causado por uma preparação inadequada para encarar os jogos e as viagens seguidas. Se não bastasse tudo isso, a posição de Inter-SM e Riograndense na classificação gera uma pressão extra sobre as comissões técnicas e os jogadores. É algo que desestabiliza qualquer elenco, já que o tempo passa e os resultados positivos não são obtidos.
Diante dos fatos, é fundamental que os equívocos deste começo de temporada 2016 possam servir de lição para o êxito da dupla Rio-Nal no futuro. A torcida santa-mariense vai agradecer.
(*) Jornalista da UFSM, comentarista esportivo da Rádio Guarathan e professor do curso de Jornalismo da Unifra.
terça-feira, 12 de abril de 2016
Começo de Jogo
A hora da superação
para o Grêmio
Júlio Sortica (*)
Em minha trajetória como cronista esportivo já cobri muitas
partidas importantes, decisivas, de muitos clubes e seleções e em outras,
acompanhei de longe, seja como editor ou apenas observador. E sei muito bem que
em determinadas competições há um momento em que um time precisa se superar, ir
além do seu possível. É como se costumava afirmar em linguagem de simbolismo
futebolístico: “é preciso comer a grama”. Isso significa que o esforço precisa
ser maior, muito maior que o próprio limite e que só os bravos conseguem. Os
vitoriosos, enfim.
É assim que vejo o desafio para o Grêmio no jogo desta
quarta-feira, em Quito, contra a LDU pela Libertadores. O time equatoriano sabe que joga
todas as suas fichas em uma vitória, único resultado que ainda o manterá com
chances de sonhar com a segunda vaga – a primeira foi confirmada pelo Toluca na
noite de terça-feira, ao vencer o San Lorenzo de virada. Com 3 pontos e
ocupando a lanterna, a LDU sabe que precisa vencer este jogo e o último e ainda
torcer por uma derrota do Grêmio contra o Toluca na Arena, no fechamento do
grupo. O Grêmio, ao contrário, com 5 pontos, não está com a “corda no pescoço”,
pois depende apenas de si. E diante do jogo de ontem, depende apenas desta
partida para garantir sua vaga. Se vencer vai a 8 e não poderá ser alcançado
pelos dois rivais.
Qual o risco maior? Certamente não é a qualidade técnica da
LDU, que já demonstrou não ter uma equipe tão competitiva. O risco está em a
LDU sim, se superar e tentar ganhar no “sufoco” e o Grêmio sentir os efeitos da
altitude de Quito. Mas o time se preparou com uma semana de antecedência para
justamente não sentir este efeito negativo. Mesmo assim, segundo relatam os
repórteres que acompanham a delegação e viram os treinamentos, o técnico Roger
procurou orientar treinos especiais, tanto de exigência física, como de
encurtamento de espaços entre os jogadores, justamente para evitar as corridas
sequenciais desnecessárias e que provocam desgaste físico. Assim, vamos ficar
de olho grudado na TV;
Em outro plano, saímos de Quito e voltamos para a aldeia. Por
aqui, termina a segunda fase do Gauchão, de certa forma sem surpresas. Ontem o
Juventude, jogando em casa, se impôs ao esforçado Ypiranga com um 4 a 1
incontestável. Garantiu a vaga nas semifinais e vai enfrentar o Grêmio. São
José e Inter fazem a outra semifinal, que será disputada no sábado em função da
cobertura da votação do impeachment no domingo ser feita pela televisão.
(*) Júlio Sortica –
Jornalista – vice-presidente da Associação dos Cronistas Esportivos
Gaúchos/ACEG-RS
Pitacos Esportivos
Toluca vence São Lorenzo de virada e Grêmio pode se classificar com dois empates
Raul Grochau (*)
Jogaram na noite desta terça-feira (12) Toluca do México e San Lorenzo da Argentina em partida válida pela quinta rodada do Grupo 6 da Libertadores da América 2016. A equipe mexicana, mesmo pressionando o adversário tomou um gol no final do primeiro tempo, mas na segunda etapa foi para cima e acabou virando o placar. O resultado deixa o Grêmio, que joga contra a LDU nesta quarta-feira no Equador, numa situação muito confortável.
Vamos partir do princípio que o Toluca com a vitória conquistada nesta terça-feira já está classificado, pois com 13 pontos, mesmo que perca o último jogo, não pode mais ser ultrapassado, pois o Grêmio, que tem cinco, se vencer os dois jogos restantes somará um máximo de 11 pontos. Mas o Tricolor gaúcho com os cinco pontos atuais precisaria apenas de dois empates contra a LDU nesta quarta-feira e o Toluca na próxima semana para confirmar também sua classificação a próxima fase quando chegaria a sete pontos.
Isto seria possível na medida em que San Lorenzo e LDU, terceiro e quarto colocados respectivamente, estão com três pontos. Ambos possuem um saldo bastante negativo. Então mesmo que os equatorianos empatem com o Grêmio amanhã e vençam seu último jogo e o Tricolor empate novamente semana que vem contra o Toluca, igualariam aos gaúchos no numero de pontos, mas perderiam nos critérios de desempate como o saldo de gols, por exemplo, que é muito ruim da LDU. O mesmo se aplica ao San Lorenzo que tem saldo negativo três enquanto que a Universidade de Quito tem saldo negativo quatro.
Por isto, gente amiga, acredito que esteja "pelada a coruja" como se diz no jargão do futebol. Caberá ao Grêmio apenas fazer sua parte bem feita, respeitando o adversário, jogando com seriedade porque contra a LDU enfrentará uma equipe em crise, com troca de técnico e problemas de disciplina entre os jogadores. Já na ultima partida na Arena jogará com a equipe do Toluca classificada e possivelmente poupando alguns de seus principais jogadores desta viagem longa e desgastante. Diante disto acredito que o Grêmio tenha plenas condições de alcançar a próxima fase da Libertadores da América sem sustos.
(*) Raul Grochau – Jornalista, editor do blog Pitacos Esportivos
Raul Grochau (*)
Jogaram na noite desta terça-feira (12) Toluca do México e San Lorenzo da Argentina em partida válida pela quinta rodada do Grupo 6 da Libertadores da América 2016. A equipe mexicana, mesmo pressionando o adversário tomou um gol no final do primeiro tempo, mas na segunda etapa foi para cima e acabou virando o placar. O resultado deixa o Grêmio, que joga contra a LDU nesta quarta-feira no Equador, numa situação muito confortável.
Vamos partir do princípio que o Toluca com a vitória conquistada nesta terça-feira já está classificado, pois com 13 pontos, mesmo que perca o último jogo, não pode mais ser ultrapassado, pois o Grêmio, que tem cinco, se vencer os dois jogos restantes somará um máximo de 11 pontos. Mas o Tricolor gaúcho com os cinco pontos atuais precisaria apenas de dois empates contra a LDU nesta quarta-feira e o Toluca na próxima semana para confirmar também sua classificação a próxima fase quando chegaria a sete pontos.
Isto seria possível na medida em que San Lorenzo e LDU, terceiro e quarto colocados respectivamente, estão com três pontos. Ambos possuem um saldo bastante negativo. Então mesmo que os equatorianos empatem com o Grêmio amanhã e vençam seu último jogo e o Tricolor empate novamente semana que vem contra o Toluca, igualariam aos gaúchos no numero de pontos, mas perderiam nos critérios de desempate como o saldo de gols, por exemplo, que é muito ruim da LDU. O mesmo se aplica ao San Lorenzo que tem saldo negativo três enquanto que a Universidade de Quito tem saldo negativo quatro.
Por isto, gente amiga, acredito que esteja "pelada a coruja" como se diz no jargão do futebol. Caberá ao Grêmio apenas fazer sua parte bem feita, respeitando o adversário, jogando com seriedade porque contra a LDU enfrentará uma equipe em crise, com troca de técnico e problemas de disciplina entre os jogadores. Já na ultima partida na Arena jogará com a equipe do Toluca classificada e possivelmente poupando alguns de seus principais jogadores desta viagem longa e desgastante. Diante disto acredito que o Grêmio tenha plenas condições de alcançar a próxima fase da Libertadores da América sem sustos.
(*) Raul Grochau – Jornalista, editor do blog Pitacos Esportivos
Tiro de Meta
Juventude implacável. Agora vamos a Quito
Carla Seabra (*)
O Juventude não tomou conhecimento do Ypiranga, nesta terça (12), e vai enfrentar o Grêmio nos dias 21 e 24 de abril, pelas semifinais do Gauchão. No Alfredo Jaconi, terminado o primeiro tempo, já estava 3x0 para os mandantes. A partida encerrou em 4x1. Mas há que se celebrar o técnico Leocir Dall’Astra, do time de Erechim, pelo belo trabalho que realizou durante a competição. Trabalhar no interior, sem o grande capital, é bastante exigente para os treinadores.
Mas agora é minha vez. Eu não disse? Na coluna “Sinal de Alerta no Grêmio”, em 04 de abril último, escrevi o seguinte: “As quartas de final se completam com Juventude e Ypiranga, no Alfredo Jaconi, na outra terça (12). Uma expectativa para as torcidas. Eu aposto em Grêmio, Inter, São José e Juventude. Sem surpresas para as semifinais”. Ok, não eram surpresas, mas eu acertei. Vou tentar a Mega amanhã.
E é nesta quarta (13) que o Grêmio joga em Quito, no Equador, contra a LDU, pela Libertadores. Uma vitória é tudo o que Roger precisa e deseja. Fred e Wallace, liberados, foram a melhor notícia do dia para o representante dos gaúchos na competição. A má fase da equipe equatoriana, no campeonato nacional local, é bem favorável ao tricolor, embora todos neguem. Mas não resta dúvida de que é, sim, porque um time que vai mal não é exatamente ovacionado pela sua torcida, no segundo ou terceiro erro. A impaciência do torcedor vai ser o fiel da balança. E, se já é difícil jogar contra a torcida adversária, imagina contra a própria? Outro fator positivo para o time de Roger foi a vitória do Toluca, de virada, diante do San Lorenzo, nesta terça à noite. Nem com reza do Papa, os argentinos conseguiram segurar a vantagem de estarem na frente. Grêmio, então, vencendo, garante a classificação antecipada. Tem que dar o sangue, não é mesmo?
Bem, o tricolor está há uma semana em Quito, preparando os jogadores para a altitude de 2.800m, que faz com que se perca o fôlego rapidamente, assim como a velocidade da bola fica maior. Portanto, o negócio é a aproximação dos jogadores. Aquilo que eu critico muito (nos dois últimos jogos já foi bem melhor) sobre não saber que tem um companheiro perto pra receber o passe. Então, é bom ter calma, fazer a bola correr mais que o jogador, mas sem afobação. Estratégia, neste caso, é mais importante que bom futebol. Tem que funcionar.
A partida LDU x Grêmio começa às 21h45min desta quarta-feira. LDU é a lanterna com 3 pontos e o Grêmio é o segundo, com 5. Boa sorte, tricolor!
(*) Carla Seabra – Jornalista, editora da TV Record/RS
Carla Seabra (*)
O Juventude não tomou conhecimento do Ypiranga, nesta terça (12), e vai enfrentar o Grêmio nos dias 21 e 24 de abril, pelas semifinais do Gauchão. No Alfredo Jaconi, terminado o primeiro tempo, já estava 3x0 para os mandantes. A partida encerrou em 4x1. Mas há que se celebrar o técnico Leocir Dall’Astra, do time de Erechim, pelo belo trabalho que realizou durante a competição. Trabalhar no interior, sem o grande capital, é bastante exigente para os treinadores.
Mas agora é minha vez. Eu não disse? Na coluna “Sinal de Alerta no Grêmio”, em 04 de abril último, escrevi o seguinte: “As quartas de final se completam com Juventude e Ypiranga, no Alfredo Jaconi, na outra terça (12). Uma expectativa para as torcidas. Eu aposto em Grêmio, Inter, São José e Juventude. Sem surpresas para as semifinais”. Ok, não eram surpresas, mas eu acertei. Vou tentar a Mega amanhã.
E é nesta quarta (13) que o Grêmio joga em Quito, no Equador, contra a LDU, pela Libertadores. Uma vitória é tudo o que Roger precisa e deseja. Fred e Wallace, liberados, foram a melhor notícia do dia para o representante dos gaúchos na competição. A má fase da equipe equatoriana, no campeonato nacional local, é bem favorável ao tricolor, embora todos neguem. Mas não resta dúvida de que é, sim, porque um time que vai mal não é exatamente ovacionado pela sua torcida, no segundo ou terceiro erro. A impaciência do torcedor vai ser o fiel da balança. E, se já é difícil jogar contra a torcida adversária, imagina contra a própria? Outro fator positivo para o time de Roger foi a vitória do Toluca, de virada, diante do San Lorenzo, nesta terça à noite. Nem com reza do Papa, os argentinos conseguiram segurar a vantagem de estarem na frente. Grêmio, então, vencendo, garante a classificação antecipada. Tem que dar o sangue, não é mesmo?
Bem, o tricolor está há uma semana em Quito, preparando os jogadores para a altitude de 2.800m, que faz com que se perca o fôlego rapidamente, assim como a velocidade da bola fica maior. Portanto, o negócio é a aproximação dos jogadores. Aquilo que eu critico muito (nos dois últimos jogos já foi bem melhor) sobre não saber que tem um companheiro perto pra receber o passe. Então, é bom ter calma, fazer a bola correr mais que o jogador, mas sem afobação. Estratégia, neste caso, é mais importante que bom futebol. Tem que funcionar.
A partida LDU x Grêmio começa às 21h45min desta quarta-feira. LDU é a lanterna com 3 pontos e o Grêmio é o segundo, com 5. Boa sorte, tricolor!
(*) Carla Seabra – Jornalista, editora da TV Record/RS
Artigo
O problemão de Messi
André Malinoski (*)
Na altura de seu 1,69m, Lionel Messi deve ter perdido o sono nos últimos dias. Afinal, é cobrado no Barcelona por passar quatro partidas sem balançar as redes entre jogos do Campeonato Espanhol e da Liga dos Campeões. A imprensa badala a questão por um motivo simples: o camisa 10 soma 499 gols na carreira. O próximo será o emblemático 500.
Imaginem Messi sem dormir, olhos no teto e mãos sobre o peito. Referência do principal clube do mundo na atualidade e dono do salário mais alto entre os jogadores pelo terceiro ano consecutivo ¬- 299 milhões de reais entre salário bruto, premiações por vitórias, títulos e contratos publicitários, o argentino não prega os olhos no travesseiro. Tudo isso por causa de um gol, um golzinho apenas.
Messi é aquele sujeito que pode chegar em uma marina, apontar para um transatlântico e dizer: "Eu quero!". E no mesmo instante transfere um punhado de euros para o proprietário ou empresa e é o novo dono da embarcação. Uns compram uma casinha ou um apartamentinho, Messi, se quiser, compra um castelo ou até um vilarejo inteiro nos Alpes de algum recanto europeu. Quem sabe não compraria para o simples lazer uma ilha paradisíaca em algum ponto distante do oceano?
Nesta quarta-feira, quando o Barça entrar em campo diante do Atlético de Madrid pelo duelo de volta das quartas de final da Liga dos Campeões, Messi terá a oportunidade de engrossar sua renda, marcar esse esperado gol e, acima de tudo, recuperar o sono depois de viver esse verdadeiro problemão. Se não está fácil nem para o Messi, imaginem para nós.
(*) André Malinoski – Jornalista, editor em O SUL, autor do livro “ Os Gigantes Estiveram Aqui” sobre a Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre.
André Malinoski (*)
Na altura de seu 1,69m, Lionel Messi deve ter perdido o sono nos últimos dias. Afinal, é cobrado no Barcelona por passar quatro partidas sem balançar as redes entre jogos do Campeonato Espanhol e da Liga dos Campeões. A imprensa badala a questão por um motivo simples: o camisa 10 soma 499 gols na carreira. O próximo será o emblemático 500.
Imaginem Messi sem dormir, olhos no teto e mãos sobre o peito. Referência do principal clube do mundo na atualidade e dono do salário mais alto entre os jogadores pelo terceiro ano consecutivo ¬- 299 milhões de reais entre salário bruto, premiações por vitórias, títulos e contratos publicitários, o argentino não prega os olhos no travesseiro. Tudo isso por causa de um gol, um golzinho apenas.
Messi é aquele sujeito que pode chegar em uma marina, apontar para um transatlântico e dizer: "Eu quero!". E no mesmo instante transfere um punhado de euros para o proprietário ou empresa e é o novo dono da embarcação. Uns compram uma casinha ou um apartamentinho, Messi, se quiser, compra um castelo ou até um vilarejo inteiro nos Alpes de algum recanto europeu. Quem sabe não compraria para o simples lazer uma ilha paradisíaca em algum ponto distante do oceano?
Nesta quarta-feira, quando o Barça entrar em campo diante do Atlético de Madrid pelo duelo de volta das quartas de final da Liga dos Campeões, Messi terá a oportunidade de engrossar sua renda, marcar esse esperado gol e, acima de tudo, recuperar o sono depois de viver esse verdadeiro problemão. Se não está fácil nem para o Messi, imaginem para nós.
(*) André Malinoski – Jornalista, editor em O SUL, autor do livro “ Os Gigantes Estiveram Aqui” sobre a Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Pitacos Esportivos
O trabalho do Argel ainda precisa evoluir
Raul Grochau (*)
Depois da partida de domingo passado
entre Inter e São Paulo de Rio Grande pelo Gauchão li e ouvi rasgados elogios a
respeito da capacidade do técnico Argel Fucks em melhorar o time, em promover
mudanças táticas e técnicas, o quanto tinha de dedo do treinador colorado nos
últimos resultados do time e outras coisas do tipo. Lendo e ouvindo estas
coisas o Argel deve ter pensado que realmente seus sonhos de ser um segundo
Tite, de treinar a Seleção de Portugal ou a Seleção Brasileira podem se tornar
realidade, mas como diz a gurizada, só que não.
Muita calma nesta hora. Não podemos
esquecer que estamos falando do Gauchão onde o nível de competitividade não é
lá estas coisas. Aliás, nenhum regional, exceto o Paulistão, possui um bom
nível de competitividade. Por isto mesmo há muitos anos se tem dito que os
regionais não servem de parâmetro para competições nacionais. Um exemplo disto
é o RJ, um centro economicamente forte, com quatro equipes grandes onde o
campeão, o Vasco, caiu para a Segundona e o vice, o Botafogo, saiu da Série B
no final do ano.
Quero dizer com isto, gente amiga, que
o Argel melhorou em relação a ele mesmo, mas a concorrência é fraca e ainda
assim o Inter vinha tropeçando em adversários modestos. No domingo passado
mesmo o próprio São Paulo teve duas chances de gols claras por conta da
fragilidade defensiva do Colorado e só não marcou pela inabilidade de seus
atacantes. Então dizer que o Argel melhorou, que encontrou o esquema ideal para
o Inter é uma generosidade com o arredio treinador colorado. Eu diria que o
técnico do Internacional está menos pior do que já esteve, mas isto não
representa necessariamente uma evolução se levarmos em consideração o modesto
nível dos adversários até o momento comparado com o poderio técnico e
financeiro do Inter.
Já contra o São José no próximo final
de semana poderemos ter uma idéia do que o Argel é capaz, pois o Zequinha fez a
segunda melhor campanha do Gauchão até o momento, ficando apenas atrás do
Grêmio. Mas conhecendo bem o técnico colorado, qualquer revés será por culpa do
árbitro, dos desfalques ou do gramado sintético ou então culpa de determinados
setores da imprensa que insistem em não ver méritos no seu trabalho. Mas mesmo
que eu seja uma ilha solitária de críticas num oceano de elogios ao Argel, não
me furto em declarar que a mim o técnico do Inter ainda não convenceu.
(*)Raul Grochau – Jornalista – Editor do blog Pitacos
Esportivos
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