terça-feira, 12 de abril de 2016

Artigo

O problemão de Messi

André Malinoski (*)

Na altura de seu 1,69m, Lionel Messi deve ter perdido o sono nos últimos dias. Afinal, é cobrado no Barcelona por passar quatro partidas sem balançar as redes entre jogos do Campeonato Espanhol e da Liga dos Campeões. A imprensa badala a questão por um motivo simples: o camisa 10 soma 499 gols na carreira. O próximo será o emblemático 500.

Imaginem Messi sem dormir, olhos no teto e mãos sobre o peito. Referência do principal clube do mundo na atualidade e dono do salário  mais alto entre os jogadores pelo terceiro ano consecutivo ¬- 299 milhões de reais entre salário bruto, premiações por vitórias, títulos e contratos publicitários, o argentino não prega os olhos no travesseiro. Tudo isso por causa de um gol, um golzinho apenas.

Messi é aquele sujeito que pode chegar em uma marina, apontar para um transatlântico e dizer: "Eu quero!". E no mesmo instante transfere um punhado de euros para o proprietário ou empresa e é o novo dono da embarcação. Uns compram uma casinha ou um apartamentinho, Messi, se quiser, compra um castelo ou até um vilarejo inteiro nos Alpes de algum recanto europeu. Quem sabe não compraria para o simples lazer uma ilha paradisíaca em algum ponto distante do oceano?

Nesta quarta-feira, quando o Barça entrar em campo diante do Atlético de Madrid pelo duelo de volta das quartas de final da Liga dos Campeões, Messi terá a oportunidade de engrossar sua renda, marcar esse esperado gol e, acima de tudo, recuperar o sono depois de viver esse verdadeiro problemão. Se não está fácil nem para o Messi, imaginem para nós.

(*) André Malinoski – Jornalista, editor em O SUL, autor do livro “ Os Gigantes Estiveram Aqui” sobre a Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre.