Marcelo
Oliveira no Inter
José Evaristo
Villalobos/Nobrinho (*)
Concordo
com o Giba Jasper: está muito duro assistir aos jogos do Inter e, também como
ele, seguidamente pego no sono, quando isso acontece. E a razão principal disso
passa pelo despreparo de seus dirigentes e sua incrível incapacidade de
planejar bem o futebol do clube. No ano passado, o Inter investiu em Diego
Aguirre e “morreu” com ele na Libertadores devido a suas injustificáveis trocas
de jogadores e de um rodízio absurdo que
não dava ritmo ao time, conjunto e, certamente, tirava a tranquilidade de todos
aqueles que entravam em campo.
Aguirre
preservou tanto alguns dos considerados principais jogadores que o time acabou
eliminado pelo Tigres, do México, bem descansadinho...Sem falar do Campeonato
Brasileiro quando o time vermelho, descaracterizado, perdeu jogos incríveis
para Avaí, Sport, Atlético Paranaense e Sport – pontos que faltaram na disputa
pelo título e que impediram o time de, ao menos, chegar à Libertadores. Em
defesa de Aguirre cito os “reforços” que recebeu como Rever, Nilton, Lisandro
Lopez, todos jogadores com mais de 30 anos e já sem ambições na carreira. Aí,
veio Argel, após o Inter levar 5 a 0 do Grêmio, e a vida seguiu...
Com
Argel o Inter mudou sua fotografia. Trocou alguns medalhões pela gurizada, mas manteve o mesmo futebol inconfiável da
era Aguirre. Como Muricy ensinou a bola puniu e o Inter não chegou a lugar
algum no Brasileiro, sofrendo o castigo de ficar sem Libertadores na última
rodada. Aí, mudou o ano. Ano novo, vida
nova. Mas nem mesmo no fraco Gauchão de 2016, o time tem conseguido resultados
capazes de dar esperanças à sua fanática torcida, chegando a comemorar um
empate sem gols, acreditem, no último Gre-Nal e uma vitória sobre o Juventude.
Muito pouco. Por isso, acho que chegou o fim da “era” Argel no Beira-Rio.
Não
que ele seja culpado por tudo, mas chegou a hora de alguém mais experiente
ficar no banco e tentar passar algo tático para os jogadores melhorando seus
desempenhos. Algo que Tite faz com maestria. Sem Tite, Muricy e Abel acho que
os dirigentes deveriam investir, antes que outros o façam, em Marcelo Oliveira.
Técnico que venceu os dois últimos campeonatos brasileiros com o Cruzeiro e uma
Copa do Brasil com o Palmeiras.
Pode
ser uma solução mágica, sei, mas é uma esperança. Com dois ou três reforços, e
a dispensa de alguns como Anderson, que nunca justificou sua contratação, o
objetivo seria repetir 1979, quando foi muito mal no Gauchão e deu a volta por
cima no Brasileiro, vencendo-o de forma invicta. Faz tempo, muito tempo, sei,
mas não custa acreditar. E defendo esta mudança mesmo em caso de conquista do
Inter no Gauchão, o que acontece há cinco anos, e é incapaz de levar o time a bons desempenhos
no Campeonato Brasileiro. Na verdade só vencer o Gauchão tem sido muito pouco
para a grandeza do Inter.
(*) José Evaristo
Villalobos/Nobrinho – Jornalista , ex-assessor de imprensa do Sport Club
Internacional