No Dia Mundial do Rádio, minha homenagem
Júlio Sortica (*)
É tempo de reverenciar este veículo de comunicação que revolucionou o mundo e ainda hoje presta grandes serviços às pessoas de todos dos níveis em qualquer lugar, de forma democrática e, de principalmente gratuita: o rádio. Mas houve um tempo não muito distante no qual as pessoas que possuíam um rádio (transmissor), eram vistas com muita inveja e admiração pelos demais. E as pessoas chegavam a se aglomerar em volta de um aparelho para ouvir notícias e música. Hoje o rádio se popularizou, evoluiu tecnicamente e faz parte de plataformas de comunicação de incrível alcance.
Fui pesquisar um pouco para saber sobre a origem do Dia Mundial do Rádio. É comemorado em 13 de fevereiro em homenagem à primeira emissão de um programa da United Nations Radio (Rádio das Nações Unidas), em 1946. A transmissão do programa foi em simultâneo para um grupo de seis países. A data foi criada e oficializada em 2011, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O primeiro Dia Mundial do Rádio foi celebrado apenas em 2012, mas para quem é “viciado” em rádio – e não apenas nos programas esportivos – como eu, todo dia é dia de rádio.
Não quero me estender em detalhes históricos ou técnicos, mas no aspecto emocional que rádio traz, seja na divulgação de notícias, na execução musical, nas antigas novelas, mas principalmente nas transmissões esportivas, principalmente o futebol. Minha relação com o rádio foi antes política do que esportiva, pois em casa, lá pelo final dos anos 50, início dos 60, costumava acompanhar minha mãe, Dona Carolina, atenta aos discursos do Leonel Brizola na Rádio Mayrink Veiga. Ou então, meu irmão Fausto, escutando samba-canção para depois ir cantar na casa do amigo Neguinha.
Com meu ingresso no jornalismo esportivo, o rádio passou a ser um companheiro inseparável, principalmente graças ao rádio portátil e mais tarde seus sucedâneos. Posso dizer que não vivo sem rádio. Chego a ter três ligados em casa, um em casa peça (banheiro, cozinha e sala) que é para não perder o “fio da meada”. Escuto de tudo, mas principalmente notícias sobre futebol, economia e política no sistema AM e quando quero música vou para o FM.
Enfim, Viva o Rádio! O rádio de todos os dias. E a minha maior homenagem nesta data é escutar não uma emissora, mas várias, girando o dial para sintonizar onde está o futebol que os meus grandes amigos o transformam em algo celestial e fantasticamente emocionante. Viva o rádio, pois!!!
(*) Júlio Sortica – Jornalista, vice-presidente da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos/ACEG