Zé Nox (*)
Mais uma vitória tranquila do meu Colorado. Daquele tipo que o Gauchão proporciona a rodo. E, vejam bem, não estou nem querendo destilar minha costumeira e insidiosa descrença. Algumas evoluções são inequívocas, em nível individual e até coletivo. Mesmo Argel parece menos perdido com o material humano que tem à disposição. Fernando Bob e Fabinho são acertos. Anderson parece, volta e meia, querer ser um jogador efetivo. Importante. Decisivo. Existem méritos e razões para elogios.
Mas este ainda não é um Inter para beliscar o Brasileirão nas nádegas e sussurrar no ouvido "vem, meu amor"!
Eu enxergo o retorno de Valdívia, em breve. Eu constato a chegada de Seijas. Vejo trabalho para a devida reposição de Alisson. Há trabalho. Nada de tops, senhor Pellegrini. Não estamos buscando um Maradona. Um Zico. Essas alcunhas. Essas adjetivações... Chamo isso de jogar para a torcida, o que, via de regra, resulta em gol contra. Lembram do espetacular? Contratado, rotulado e reprovado pela torcida, do primeiro ao quinto. E sem culpa alguma por ser taxado como diferente, sendo apenas mais um.
Não queremos tops, caro Vice de Futebol. Queremos pés no chão. Capazes de vestir o manto com gana. Com tesão. Tal como fez um tal Fernandão. Aquele cara que não chegou ao Beira com pinta de top. Com manchete de "espetacular". E deu no que deu.
Não precisamos de tops. Bobs já estão de bom tamanho.
(*) Zé Nox é José Francisco Alves - Publicitário e Designer Gráfico