Divisão de Acesso: uma vaga em jogo
Gilson Piber (*)
A Divisão de Acesso 2016 do futebol gaúcho começa neste fim de semana. São 16 equipes que vão lutar por apenas uma vaga ao grupo de elite de 2017. Trata-se de um campeonato, no qual a técnica de um time nem sempre supera a garra, a determinação e a pegada do adversário. A bola parada, o jogo aéreo e até o aspecto físico também são determinantes na definição de um jogo, quase sempre disputado em um gramado aquém das condições ideais e em estádios pequenos. Em resumo, só “jogar bonito” não basta. É preciso ser competitivo durante todo o certame e contar com o apoio do torcedor.
Na chave A, estão Avenida, Santa Cruz, Inter-SM, Riograndense, Guarani-VA, São Gabriel, Brasil-Far e Pelotas. O grupo B é formado por Esportivo, São Luiz, Marau, Caxias, Panambi, União Frederiquense, Santo Ângelo e Tupi. Sem “pipocar”, aponto Caxias, São Gabriel, Pelotas e São Luiz como equipes favoritas para o acesso. Brasil-Far, Tupi, União Frederiquense e Esportivo correm por fora. As demais equipes vão precisar surpreender para ir adiante na competição e, principalmente, fugir do rebaixamento. Valho-me dos investimentos, da preparação e dos amistosos realizados para as avaliações feitas, lógico, aceitando a discordância dos leitores.
Na 1ª fase, cinco equipes de cada chave obtêm a classificação para os dois pentagonais da 2ª etapa. Destes, dois times de cada grupo avançam ao quadrangular final. Os dois piores de cada grupo na 1ª fase são rebaixados. Os dois penúltimos fazem duas partidas para apontar o terceiro rebaixado para a Segunda Divisão, a chamada agora Série B.
Sobre a dupla Rio-Nal, de Santa Maria (RS), considero que os dois times, num primeiro momento, vão lutar contra o rebaixamento. O Riograndense chegou a anunciar a desistência do campeonato. Após, um colegiado foi formado e Dilson Siqueira assumiu como coordenador. A equipe, que havia perdido a comissão técnica e muitos jogadores, precisou refazer praticamente tudo. Lucas Fossati assumiu como técnico e necessitou remontar o grupo.
No Inter-SM, também houve troca de comissão técnica e a saída de jogadores em um período de 40 dias. O carioca Fernando Cesar, o popular Neneca, foi embora, assim como alguns jogadores. A direção efetivou o auxiliar Feliciano Corrêa na função, que refez o trabalho e pediu reforços. Se não bastasse isso, o presidente Heriberto Marquetto paga duas folhas mensais, uma para o time e outra de ações trabalhistas. Enfim, a realidade da dupla Rio-Nal é complicada neste início de campeonato, apesar da fé dos torcedores periquitos e alvirrubros numa boa campanha. Quem viver, verá.
(*) Gilson Piber - Jornalista da UFSM, comentarista da Rádio Guarathan, de Santa Maria (RS), e professor do curso de Jornalismo da Unifra.