Flávio Fiorin (*)
As escolhas fazem parte da nossa vida. Seja no trabalho, lazer, política, religião, e, também, no esporte, é claro.
Na cultura do futebol, especificamente, a dualidade manifesta-se acompanhada de uma paixão, por vezes até irracional e avassaladora. Aqui no Rio Grande do Sul, desde o distante ano de 1909, tal rivalidade faz do Gre-Nal, um clássico que mexe com a metade do Estado. Sem dúvida, muito mais está em jogo do que simplesmente uma disputa entre tricolores e colorados, onde quer que eles estejam.
O Gre-Nal é um jogo que muda o comportamento e cria toda uma atmosfera daqueles que dele participam, direta ou indiretamente. É uma referência aos jogadores, imprensa, estabelecimentos comerciais, ambulantes, autoridades, e, sobretudo, o apaixonado torcedor.
A expressão Gre-Nal, que chama a atenção pela sua grandiosidade, foi criada em 1926 pelo jornalista Ivo dos Santos Martins, do Correio do Povo. Ele faleceu em 1997, aos 90 anos. Porém, sabia que havia criado para a eternidade uma expressão que atravessa gerações.
Enfim, o maior de todos os clássicos, terá mais um capítulo de sua inigualável e inesgotável história. Um confronto de muitas curiosidades, personagens, heróis e vilões.
No campo ou fora dele, o que importa não é o resultado, seja lá qual for. E, independente das cores que estejam em evidência, a flauta é sadia. O jogo deve ser um espetáculo e um passatempo direcionado a todos os torcedores e cidadãos de bem. O futebol tem que dar de goleada na violência e em todo tipo de preconceito.
E viva o GRE-NAL.!!!
(*) Flávio Fiorin – Jornalista – Especialista em estatísticas de futebol