Cronistas gaúchos mobilizados
Edgar Vaz (*)
Os últimos três anos foram de muita movimentação na principal associação de cronistas esportivos da região. A ACEG – Associação dos Cronistas Gaúchos passou por momentos difíceis, expondo mazelas de uma classe que ao longo de seus 70 anos se pautou pela credibilidade e respeito pela sociedade gaúcha e brasileira.
Após uma página negra de sua história administrativa em 2013 e 2014, retomou sua recuperação no ano passado, mas ainda há muito o que resgatar.
Nos dias 3 e 6 de março, os associados da ACEG irão decidir o que querem sobre a administração de sua associação. Independente do grupo que venha a vencer o pleito, há de ser considerado que houve mobilização da classe nos últimos meses.
A retomada da entidade representativa dos cronistas gaúchos passa por esta etapa. Não lembro na história recente, de que tenha ocorrido algo semelhante.
Propostas, idéias e manifestações fazem parte do contexto, mesmo que eventuais exageros e até mesmo com pitadas de injustiças tenham sido jogadas ao vento. Faz parte!
O importante é que depois de muito tempo, está sendo visto a mobilização dos profissionais da crônica esportiva do Rio Grande do Sul.
Não acredito que a disputa possa gerar seqüelas, rancores ou retaliações. O grupo que conquistar a vitória terá a responsabilidade aumentada na condução dos destinos da associação. Esta realidade, deve criar uma nova fase na associação, com novos desafios, cobranças, mas acima de tudo mobilização.
Um classe que esconde realidades diferentes, na relação capital-interior, acordou!
Há de se esperar que tudo que se vive neste momento, possa servir para ampliar a discussão em torno dessas diferenças. A crônica da gaúcha cresceu, evoluiu e envelheceu sob a tutela dos veículos de comunicação, e até mesmo dos clubes de futebol mais influentes no estado.
Há muita dificuldade para se administrar clubes de futebol no interior do estado. Neste esteio também passaram a figurar profissionais que com o tempo, foram vendo os clubes de suas cidades serem engolidos pelo sentimento grenal, exacerbado e cantado aos quatro cantos, como se fosse o único permitido.
Produto da própria mídia, sim. Bom para o estado (idolatrar dois clubes) nem tanto.
Tomara que àqueles que venham a dirigir a ACEG nos próximos dois anos, estejam atentos a essa realidade.
A crônica do interior do estado precisa de ajuda!
Sou cronista do interior, sempre defendi, e sempre defenderei esses colegas que tanto lutam para manter vivas as tradições do futebol interiorano. Apesar das dificuldades!
(*) Edgar Vaz – Repórter de Rádio Caxias e presidente da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos/ACEG