Inter sobe, Grêmio desce: a gangorra está de volta
Carla Seabra (*)
Eu já tinha observado o Artur em campo e gostei da evolução do garoto pinçado da base colorada pelo então técnico Diego Aguirre (mas foi o Clemer quem o treinou na base, desde a chegada do garoto, em 2013).
Porém, na quarta-feira (17), diante do Avaí, pela Primeira Liga, as mais de 7.800 pessoas que foram ao Beira-Rio viram Aylon. Nome diferente para um jogador diferenciado (perdão pelo trocadilho). Marcou um gol e deu assistência para Rodrigo Dourado marcar o segundo. A vitória maiúscula do colorado, por 3x0, credencia o time de Argel à classificação, dependendo tão somente de um empate no Grenal do dia seis de março. A coisa tá indo, tá se ajeitando, só não entendo a presença de Anderson na equipe principal. Seria vitrine pra ver quem quer levar o jogador? Eu não investiria nele. E você?
Deixei o Grêmio por último, já que ele é o último mesmo (outro trocadilho infame, eu sei). Lanterna do grupo, na Libertadores, na minha opinião fez um fiasco, na estreia diante do Toluca. Além de tomar dois gols do time mexicano, que sabe marcar bem e tem um goleador de ofício, fez uma péssima apresentação. Durante quase todo o primeiro tempo, esperava o adversário e, quando pegava a bola, era lento. Muito lento.
O primeiro tempo, com exceção de umas duas situações para o tricolor, foi sonolento. Não parecia um time do Roger Machado. Os mexicanos tiveram um jogador expulso, ainda na primeira etapa. Deveria ser vantagem para o Grêmio. Não foi (há tempos o Grêmio não sabe usar a vantagem de um jogador a mais).
Pois logo no início do segundo tempo, o balde de água fria pra qualquer pretensão tricolor. Triverio, o goleador da equipe mexicana, marcou o primeiro gol do jogo. Sem dificuldade. A defesa do Grêmio esteve totalmente envolvida, o jogo inteiro. E, como se viu diante do São José, pelo gauchão, o Grêmio tem enormes dificuldades em ir atrás de um resultado adverso. Pois, de novo, tomou o segundo e sepultou a chance de reação, na altitude do México. Agora é o último do grupo. Ou reage ou vai dar adeus ao sonho do tri bem cedinho.
(*) Carla Seabra – Jornalista da Rede Record/RS