Futebol, paixão, desafio e democracia
Júlio Sortica (*)
O futebol tem a incrível capacidade de reunir milhões de pessoas em torno de algo apaixonante, motivador, mas que também provoca discussões e brigas. Sempre será tema para uma interminável análise psicológica e social. Foi com o futebol que comecei a me tornar jornalista há 42 anos, no velho Diário de Notícias, por sugestão do colega Sérgio Lotuffo e sob os auspícios do editor de esportes Elóidi Rodrigues. Um mês depois, convidado pelo inquieto Roberto d’Azevedo – que para meu prazer assina uma coluna neste projeto – fui dar nos costados da Avenida Ipiranga 1075 para um estágio em Zero Hora.
De lá para cá, a paixão pelo futebol só fez aumentar, mesmo com alguns intervalos dedicados à defesa do consumidor e outros temas. Mas agora o desafio é outro. Já participei de vários projetos editoriais, fui repórter, redator, editor, diretor de redação, secretário de redação e outros cargos, em editorias de futebol e outras também. Mas o futebol ali, sempre me beliscando, como para não me esquecer do cenário de onde vim e onde passei boa parte desta existência. E de tanto pensar, de conviver nos últimos anos com o pessoal da ACEG, resolvi desenvolver um projeto em 2015: um veículo sobre futebol, mas não algo que envolve a busca da notícia, tarefa tão dura, demorada e custosa. Era preciso inovar.
E como a gente sempre aprende alguma coisa por onde passa, lembrei de uma estratégia do Otávio Gadret, dono da Rede Pampa, que criou um caderno em O SUL, concentrando ali os principais colunistas políticos e econômicos do Brasil. O Caderno Colunistas. Ele facilitava a vida dos interessados, que não precisavam recorrer a quase dez jornais para ler as colunas. Também me inspirou o espaço De Fora da Àrea, em Zero Hora, abrindo espaço para artigos de outros profissionais. E, por fim, inspirado nas acaloradas e apaixonantes manifestações de colegas no Facebook e Twitter, que pensei: porque não convidar esse pessoal e outras personalidades para que escrever uma coluna ou um artigo e manifestarem democraticamente suas opiniões, teses, de forma respeitosa, com argumentos e sem ofensas.
E passei a listar nomes, do Flávio Dutra, chefe várias vezes e um consultor permanente, até os governadores Antônio Britto, Olívio Dutra, Germano Rigotto, Alceu Collares, Tarso Genro e Yeda Crusius – todos gostam de futebol e estiveram envolvidos em ações importantes no setor e talvez colaborem. Mas parei a lista por alguns instantes porque é interminável. Estava lançado o desafio. Por isso, democraticamente também vamos abrir espaço para profissionais de todos os setores que atuam no universo desse esporte, da administração ao marketing, passando pela medicina, nutrição, preparação física etc, serão convidados a participar com seus conceitos.
Foi dada a saída para o jogo. E para meu prazer, o prefeito José Fortunati e o presidente da FGF, Francisco Novelletto Neto aceitaram o convite e escreveram artigos interessantes. Mas há outros que vão supreender muita gente pela qualidade do conteúdo. No início a atualização será semanal, sempre com algum colaborador novo, mas progressivamente ficará a critério de cada um reduzir o prazo, conforme seu interesse, foco e disponibilidade. Por questões técnicas esta “edição” de lançamento terá uma apresentação gráfica básica e na próxima semana haverá o visual definitivo. Boa leitura em www.tribunadabola.com.br
(*) Júlio Sortica - jornalista