INTERdição.
Zé Nox (*)
Essa conversa de impeachment anda na moda. E eu, no maior clima de déjà vu. Fato é que "puxar o tapete" está em voga. Escreveu, não leu...
Mas não esteve sempre, no futebol? Esta tal instabilidade. Paixões e efervescências. Técnicos que caem, boleiros que partem. Presidentes fritados.
E a quantas andamos, então, com Andersons, Argéis e Pifferos? Falta quanto para interditar estas presenças - entre outras? Um fio de cabelo? Um mero suspiro? Vamos combinar: a bola vermelha anda murchinha, coitada. E não são os oito gols em dois jogos, ou a virada "épica" da última semana que vão mascarar a verdade escarrada. Oscilação é pouco. Falta de consistência, eufemismo.
Não há time. Não há coesão. Não há futebol. Sobrevivemos de lampejos. E, pior, eles parecem acidentais. Espíritas, para me valer do jargão futebolístico.
E, com a aproximação do Brasileiro, aquela velha chuva de especulações e negociações apressadas. Acavaladas. Chamam a isso de planejamento? Não. Não. E não.
Com o perdão do termo chulo, isso me cheira a "cagaço". E, na base do "cagaço", nada se produz nessa vida. Nada que preste, ao menos. Não concordam?
(*) Zé Nox é José Francisco Alves - Publicitário e Designer Gráfico