sábado, 26 de março de 2016

Tiro de Meta

Sem pernas

Carla Seabra (*)

No dia em que Johan Cruyff, o ídolo do futebol holandês e mundial, das copas, do "Carrossel Holandês", foi cremado, numa cerimônia familiar, por aqui tivemos um jogo típico de mundial: Brasil x Uruguai (abre parênteses pra quem ainda não sabe: o craque holandês, que foi ídolo também no Ajax e fez história no Barcelona, como jogador e técnico, morreu vítima de câncer no pulmão, aos 68 anos de idade, na quinta, dia 24). Voltando ao jogo pelas Eliminatórias à Copa de 2018, em Recife... Ao contrário de tentar jogar simples, como o holandês pregava - o que, aliás, considerava nada simples de fazer - os comandados de Dunga até realizaram um primeiro tempo muito bom, dominando nossos hermanos uruguaios e marcando o primeiro gol logo na saída de bola. Douglas Costa abriu o placar e foi um dos principais jogadores do esquete canarinho (nossa, que expressão mais antiga).

Mas, depois de virar o primeiro tempo vencendo por dois a um, os brasileiros cederam o empate, na etapa complementar, e tudo terminou igual em 2x2.  Na minha opinião, faltaram pernas aos brasileiros na segunda etapa. O time não teve reação, não buscou matar o jogo o quanto antes e foi castigado. A defesa me parece  "bem meia-boca", falhando bastante, e os laterais não ameaçam, quando e se sobem. Do meio pra frente temos talentos, mas parece que falta gás. Foi um resultado justo, já que cada seleção dominou um tempo de jogo.

Na próxima terça, o adversário brasileiro é o Paraguai, em Assunção.  Nossa seleção está em terceiro, atrás do Uruguai, na competição. Vamos ter que suar muito a camiseta e tentar simplificar o máximo possível. Futebol moderno, sim; mas  por favor, com simplicidade.

Tem dupla Gre-Nal neste final de semana de Páscoa. Pode ser o último respiro de Argel. Quanto ao Grêmio, agora com espaço especial para Lincoln. Eu não disse?

(*) Carla Seabra – Jornalista, editora da TV Record/RS