Na relação custo-benefício vale a pena investir em Téo Gutiérrez?
Raul Grochau (*)
Parece que o Internacional decidiu que o colombiano Teófilo Gutiérrez é o atacante que o time colorado precisa para a temporada 2016. O vice-presidente de Futebol, Carlos Pellegrini admitiu inclusive o interesse do Inter pelo colombiano. O jogador que atualmente atua no Sporting de Portugal viria no final da temporada europeia que encerra no meio do ano. O que não ficou claro é como o Internacional arranjaria dinheiro para contratar o Téo Gutiérrez, visto que o Sporting não parece disposto a emprestar o jogador pelo qual pagou cerca de 10 milhões de reais por 80% dos direitos federativos do atacante. E até onde eu sei, os clubes brasileiros estão com os cofres raspados. Nenhum deles teria condições de pagar esta quantia por um jogador.
No entanto a questão que desperta minha atenção não é esta. É inegável que o colombiano é um goleador e colecionou títulos por todos os clubes onde atuou, mas seu comportamento extracampo é bem preocupante. Téófilo Gutiérrez coleciona uma interminável lista de problemas fora das quatro linhas. No seu histórico constam brigas com com seus companheiros, adversários, árbitros, torcida adversária e até sua própria torcida.
Téo Gutiérrez é o chamado bad boy, algo que nunca combinou com o perfil dos jogadores contratados pelo Internacional nos últimos anos. Se não vejamos, o centroavante Jô, contratado como uma grande promessa, foi mandado embora do clube pelos inúmeros problemas de disciplina que promovia fora de campo. Se voltarmos um pouco mais no tempo posso citar o caso de outro centroavante o Adriano que em 2014 também foi mandado embora por problemas disciplinares. Jair que veio do Leste Europeu um pouco antes, cujos gols faziam muito sucesso na web, foi outro que teve a carreira abortada no Internacional por não se comportar bem fora de campo.
Depois disto, até onde posso me lembrar, o Internacional só contou com “bons moços” dentro e fora de campo para o seu ataque. Podemos incluir nesta lista Nilmar, Damião, Rafael Moura, Wellington Paulista, entre outros. Todos muito bem comportados e disciplinados. Então por qual razão o Internacional radicalizaria contratando um centroavante que foge aos padrões disciplinares implantados pelo clube nos últimos anos? Será que não existe na extensa lista de opções que o Pellegrini afirma que o Inter possui para a função outro jogador com comportamento melhor do que o de Téo Gutiérrez? Será que vale a pena correr este risco? São questionamentos que não posso deixar de expressar neste momento.
(*) Raul Grochau - Jornalista e Editor do blog Pitacos Esportivos