Júlio Sortica (*)s
Sob um determinado ponto de vista o empate da Seleção Brasileira em 2 a 2, na noite desta terça-feira (29/03), contra o Paraguai, em Assunção, foi o pior resultado para a própria seleção. Alguém poderá se perguntar: “ Mas e se perdesse não seria pior, não teria ficado em sétimo lugar ao invés de sexto?” Respondo: não. E explico porque? Se tivesse perdido, realmente, teria ficado em sétimo lugar com 8 pontos, à frente apenas das combalidas seleções do Peru, Bolívia e Venezuela... Mas ao menos teríamos algum tipo de movimentação para reverter o quadro daqui a cinco meses.
Quem sabe o Dunga e a atual Comissão Técnica – eu manteria apenas o Taffarel como treinador de goleiros – fossem despachados e alguns destes “mascarados” que tem sido frequentemente convocados fosse para os quintos do inferno? E quem sabe o Tite fosse convidado a assumir. Alguém iria dizer que talvez o Muricy Ramalho fosse melhor... mas acho que é cagão, porque quando recebeu o convite antes da Copa do Mundo de 2014, amarelou e preferiu ficar no Fluminense... E não me venham com a história de que honrou a palavra ao não querer sair do clube.
Bem, voltemos ao tema: o empate. Ou o Dunga está de gozação com os torcedores, ou realmente falta-lhe preparo. Todos sabem que o domínio de um jogo começa pelo meio de campo, na dose certa entre o ritmo de marcação e a criação. Mas diacho, porque o Dunga – que herdou esta malditos ainda do Felipão e do vexame dos 7 a 1 – insiste com Luiz Gustavo, Fernandinho, Hulk, Daniel Alves e Felipe Luiz, por exemplo? A justificativa de que são titulares em grande equipes no Exterior, é papo furado. Não servem para a Seleção. Há jogadores mais eficientes e com personalidade por aqui.
De qualquer forma, o Brasil está no purgatório e vamos ter que esperar até setembro para saber se o time vai reagir e reverter essa situação vexatória e o risco de, pela primeira vez, não participar de uma Copa do Mundo. Seria demais para o ego dos gaúchos: o técnico que comandava o time no fiasco dos 7 a 1 era o gaúcho Luiz Felipe Scolari, e o técnico que deixou o Brasil fora do Mundial, é outro gaúcho, o Dunga!!! Será que não passa uma luz pelo cérebro destes miseráveis dirigentes da CBF de trocar o comando enquanto há tempo? TITE JÁ! Seria a oportunidade de outro gaúcho salvar a honra gaudéria.
(*) Júlio Sortica – Jornalista, vice-presidente da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos/ACEG-RS