segunda-feira, 14 de março de 2016

Começo de jogo

A hora da verdade... outra vez

Júlio Sortica (*)

O futebol é um rico cenário para chavões, dos mais variados tipos, conforme a situação que o sujeito da ação vivencia. No caso do Grêmio, que está na Argentina para enfrentar o San Lorenzo na noite desta terça-feira (15/03), com respeito aos chavões de outra natureza, fico com “um jogo de vida ou morte”.  Mesmo sendo chavão, é a mais pura (e dura) realidade.

O Grêmio precisa vencer, porque aí, praticamente sepulta as chances do time argentino e se mantém em vantagem sobre a LDU. No entanto, empatar não é ruim, embora leve  técnico, jogadores, dirigentes, torcedores e cronistas a buscarem esperanças na calculadora. Porém, mais trágico será o cenário se for derrotado, pois recupera o San Lorenzo e dá chances para que a LDU se distancie.

Enfim, é a hora da verdade! É matar ou morrer! Claro que não faltarão comentaristas para dizer que é o jogo mais importante da temporada... até agora. E é. Putz! Outro chavão!

Não sei qual a forma que o técnico Roger Machado vai utilizar para impregnar um dinamismo incomum no grupo, algo que os faça entender a importância do jogo, mas sem ter que usar a expressão “vida ou morte”.  É que pelo perfil profissional de Roger, por seu temperamento, dificilmente ele fará uma preleção onde vá injetar “sangue nos olhos” de cada jogador. Com certeza, com um estilo firme, porém ponderado, vai pedir que a dedicação seja redobrada, a atenção ampliada, a entrega sem reservas e a confiança na capacidade de cada um, que somada a de cada outro pode transformar o time numa fortaleza. Imagino que seja por aí.

Quanto ao esquema tático, todos esperam que desta vez Roger possa acertar na formatação de uma estratégia que consiga dar solidez à defesa, consistência ao meio-campo e agilidade e precisão ao ataque. Treinar ele treinou bastante. Caberá a cada jogador cumprir seu papel: defende quem precisa, cria quem sabe e conclui quem tem capacidade. Vamos ver como será o futuro, pois o resultado certamente impactará na continuidade de um projeto.

(*) Júlio Sortica – Jornalista, vice-presidente da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos/ACEG-RS